with you...
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Há momentos em que escolhes um caminho sem olhar mais para trás e não te arrependes.
E um dia, ao olhares a estrada, percebes que fizeste tudo errado e que as escolhas, apesar de certas, te levaram a um destino que não escolheste....
E a partir daí, há uma infinidade de vida por viver.
Esta é a vida que tens, mesmo que por muitas vezes sintas que não era suposto ser a tua.
Faz o melhor que sabes... no fim, vai correr bem...
Queria poder voar..
Poder viver sem pensar...
Viver sem correr...
Viver sem saber.
Queria poder gritar...
Poder sorrir, até amar...
Abraçar esse sol...
Correr nessa areia...
Dormir embalado pelo mar.
Queria poder dizer...
Dizer o que soubesse...
Até o que não soubesse...
O que não visse, não sentisse...
Sentir, aí, não carece.
Queria poder viver...
Até, quem sabe, um dia morrer...
Olhar esse mundo sem fim...
Senti-lo como se fora meu...
Tê-lo no coração...
Abrir para que fosse teu...
Queria estar aí...
Sobre a luz desse olhar...
Que me inquieta...
Sem nunca me tocar...
Hoje podia ser outro domingo qualquer...
Podiam ser oito horas da manhã, podia ver-te a dormir um sono profundo ao meu lado.....
Podia ir buscar sumo de laranja e torradas. Podia acordar-te com um beijo chamando pelo teu nome e podias sorrir-me como que agradecendo o cansaço que ainda sentias pela noite que passou.
Podíamos ficar assim, perdidos na cama fazendo planos absurdos e rindo da imaginação.
Podíamos deslizar as mãos pelos corpos molhados num duche partilhado e sairmos de casa de mãos dadas.
Podíamos chegar à praia e mergulhar na água sempre fria deste mar, rebolar na areia, brincarmos de crianças e fugirmos para uma duna qualquer.
Podia passar o protector no teu corpo e dizeres-me ao ouvido que me desejas... podias chegar a tua boca à minha e beijares-me... com sentimento.
Podíamos fazer um castelo, fazer de conta que sou rei e escravo, podíamos ficar perdidos a ouvir o mar e a fazer de conta que pouco importa que amanhã não nasça o dia.
Podíamos ficar deitados sentindo o sol queimar a pele e a paixão o coração... podíamos fazer de conta que isto que sentimos é o mundo inteiro e que esse mundo nos pertence.
Se fosse outro domingo qualquer, podíamos ficar a ver o pôr do sol e regressar juntos a casa... perdermo-nos nos lençóis, sermos um só, fazermos e dizermos segredos que sabemos não serem eternos... mas que hoje são possiveis...
Hoje podia ser um Domingo quente com tudo isto... mas é só um Domingo quente como outro qualquer.