inversos...
Se eu sou a Morte e a tu a Vida, se eu sou a lágrima e tu o riso, então busquemos uma forma, algo carente de siso, em que a morte brinca e a vida chora... A loucura impera, o certinho desespera e tu e eu andamos de mãos dadas num jogo profano, o da mentira certinha, da verdade e do desengano.
Encontramos os jogos da incerteza, da alegria e tristeza, as traições, as coisas de cada humano, mas, nós que somos eternos, na nossa contradição, buscamos apenas uma palavra que nos livre desta maldição...
Fico sem saber quem é a boa ou a má, sei apenas que para ambas há um lugar, para ambas há um momento, um tempo espacial... Nenhuma delas é o bem ou o mal, mas, para já, prefiro dizer à Vida e à Morte que há algo que as suplanta, que nos permite estar na Vida e na Morte e sermos vivos na mente de outros, ainda que mortos, na realidade...