Os limites da realidade são muitas vezes impostos por nós próprios, outras vezes pela natureza, ou por qualquer outra questão da humanidade...
Voltar àqueles lugares mágicos onde já fomos tão felizes e toda a movimentação do fazer, refazer, escolher, e voltar a pensar no que levar vestido... Fazer a mala mais companheira que poderia ter, sem nunca esquecer na bagagem o compartimento guardado com os momentos que vivi e sorri, complementando toda a vontade do dia em que decidi partir...
Há também que procurar criar boas cumplicidades com novos lugares.... Umas viagens mais marcantes que outras é certo, mas isso é indiferente à fase da vida de cada um e daí ficarem intrínsecas as especiarias de cada aventura na memória.
Viajar é das melhores experiências que existem e enriquecedoras humanamente! É aquilo que a Mãe Natureza nos pode dar e é isso que temos de ver, sentir, cheirar, contemplar e desejar num futuro próximo...
Na verdade, sempre que me perguntam como sou, não sei responder. E faz-me confusão quando alguém sabe, na ponta da língua, descrever-se.
Sou muitas coisas. Dependendo da circunstância, do que está envolvido.
Sou o que fui em muitas coisas e deixei de ser o que era em outras. Porque mudei, sim.
Mudei o que achava que devia mudar. Mudei e larguei na berma da estrada muitas coisas que era e que me faziam mal. Da mesma forma que larguei sentimentos e pessoas.
E na verdade, nada disso me faz falta, pelo contrário. Há coisas que se deixam num momento qualquer sem remorso. Foi o que fiz.
Não me senti mal por isso. E nunca tive vontade de olhar para trás.
A essência não muda. Pelo menos não acredito que mude. Há sempre um aspecto nosso que se mantém toda a vida, a alma, a essência, o que somos no fundo, onde faz eco.
Sim, nós mudamos. "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades". É isso mesmo.
Não sou sempre nem nunca. Não por ser uma coisa e parecer outra. Não... apenas porque vou sendo...
Mas há uma coisa que mantenho: quando gosto, gosto para sempre. Mesmo que já nem goste...