Os cabelos, ainda húmidos, caem pelas costas desalinhados...
O cinto de ligas, a camisa que transparente, me provoca o desejo...
O relógio, teimoso, recusa-se a acelerar o tempo.... Já sentes as mãos que palmeiam o corpo, a pele em desnudo... Já sinto o peito colado ao meu.... Os teus cabelos entre os dedos que os puxam....
Toco-te a pele suave, deslizante...
O sabor do teu sexo, entumescido...
Ouço o teu gemido baixinho...
E vejo-te numa dança do prazer do corpo, num movimento vagaroso...
E no amanhecer vejo-te ao meu lado. No silêncio, na luz do dia... passamos a barreira do sonho...
Estas mãos que te tocam e arrepiam a pele.... que te apertam e provocam, que despertam o desejo urgente.... Que apertam a cintura e te puxam para mim, desenfreadas tantas vezes...
Estas mãos que deslizam no cabelo, no rosto macio, nos lábios... Estas mãos que descobrem o teu corpo, que despem a roupa, que chamam por ti...
O toque das mãos é um sentido, e um só que despertam os cinco...
Estas mãos que por baixo dos lençóis, procuram pelas tuas, docemente... Estas mãos que a cada segundo procuram por ti...